Maturidade Emocional e Maturidade Espiritual
Maturidade Emocional
Saiba que
seus relacionamentos refletem sua maturidade emocional, pois maturidade é ter
atitude! (Tiago 3:13-17)
Maturidade requer relacionamento (Provérbios 18:1) (I João
4:20), em qualquer relacionamento, mesmo o mais trivial deles, sempre
estarão refletidos seus valores e suas crenças e você estará expressando sua
Inteligência Emocional. ( II Pedro 3:18 ), pois ser maduro, é saber controlar a sua própria
boca (Tiago 1:26) (Provérbios 16:23) (Salmos 141:3)
Ter
atitude é fazer a diferença, pois ser maduro é ter caráter, e “caráter é o que
você é no escuro”.
Reconhecimento é o que as pessoas dizem ao seu
respeito, maturidade e caráter são o que Deus diz de você. Deus diz que as suas
atitudes que determinam se você é maduro ou não. Deus quer que você cresça e
tenha atitudes como às de Cristo. (Efésios
4:13) (Gálatas 4:19) (Colossenses 1:28)
Em qualquer decisão que você tomar, estará expressando
sua integridade. Você simplesmente não consegue deixar de expressar “sua maturidade emocional e sua inteligência
emocional”. (Tiago 1:12)
A Maturidade Emocional mostra a habilidade que você
tem em conhecer e monitorar suas emoções, acessar e compreender o estado
emocional das outras pessoas e a capacidade de influenciar o comportamento e
decisões destas pessoas. (Provérbios
2:1-11)
Quantos anos você tem emocionalmente?
Você está crescendo ou ficando mais velho?
Compare seu comportamento habitual no gráfico abaixo.
Se você se encaixa mais na grade da Imaturidade Emocional, você deve buscar
recursos que te ajudem a melhorar e desenvolver sua maturidade emocional.
Psicoterapia, cursos e workshops de autoconhecimento são ferramentas que podem
ajudar você a desenvolver mais suas Competências Emocionais.
·
Amor
Imaturidade emocional:
O amor é uma necessidade.
Exige atenção, mas evita qualquer sinal de fraqueza. Tem dificuldade de mostrar
e aceitar amor. (Jonas 1:1-3) (Sofonias 3:2)
Maturidade emocional:
Amor
é compartilhar. Promove um senso de segurança, onde permite mostrar a
vulnerabilidade e compartilhar afeto. Sabe expressar amor e aceitá-lo. (Daniel 2:16-23) (Daniel 3:17)
·
Emoções
Imaturidade
emocional:
Não
lida bem com críticas e frustração, tem ciúmes, é vingativo, humor inconstante.
Teme mudanças. (Gênesis 4:3-7) (Gênesis 26:12-17)
Maturidade emocional:
Suas emoções são fonte de energia.
Quando se sente frustrado, busca uma solução. (Gênesis 4:8) (Gênesis 25:28-34)
·
Realidade
Imaturidade
emocional:
Evita problemas no relacionamento que
exigem integridade. (Neemias 6:5-7) (II Reis 6:1-7)
Maturidade emocional:
Confronta e analisa os problemas de
imediato e escolhe a melhor solução possível.
(Neemias 6:8-14) (II Reis
4:38-44)
·
Feedback (Quer dizer: Comentários, Parecer, experiências)
Imaturidade
emocional:
Não
aprende pela experiência. Boas ou más, são conseqüências do azar, sorte ou
fatalidade. Muito pouca responsabilidade pessoal. (Jô 3:25) (Provérbios 14:12)
Maturidade emocional:
A
vida é um eterno aprendizado. Aceita responsabilidade e aprende com os erros.
Busca novas oportunidades e segue sem olhar para os erros e segue em frente. (Jô 1:20-22) (Salmos 31:9-14)
·
Estresse
Imaturidade
emocional:
Evita
realidade, é pessimista, raivoso, ataca os outros quando se sente frustrado. Freqüentemente
muito ansioso. (Jeremias 26:20-24)
Maturidade emocional:
É tranqüilo e autoconfiante. Acredita
que consegue o que quer. (Jeremias
28:12-17) (Daniel 3:17) (João 11:39-44)
·
Relacionamentos
Imaturidade
emocional:
É
dependente, facilmente influenciável, indeciso. Não se sente responsável pelos
seus atos ou deficiências. Super sensível a críticas mas insensível ao
sentimentos dos outros. (Lucas 22:1-6)
(Gênesis 3:2-6) (João 5:5-9)
Maturidade emocional:
É
independente, mas sabe trabalhar bem em grupo quando precisa. É cooperativo,
empático e sensível as necessidades do outro. (Lucas 7:18-28) (I Samuel
17:45-47)
As pessoas emocionalmente imaturas necessitam de
gratificações imediatas. Elas não conseguem esperar. Às vezes, são compulsivas
e não pensam antes de uma ação. Muitas vezes são fiéis somente enquanto você
tiver alguma utilidade para eles. Uma vida social e financeira caótica é um
outro sinal de imaturidade emocional.
Adultos emocionalmente imaturos não têm nada haver com
ser criança ou adolescente. Pessoas emocionalmente imaturas são egoístas,
preocupadas somente com seus próprios sentimentos e necessidades. Exigem
atenção constante, empatia e elogios. Se eles não podem ser o centro das
atenções, evitam qualquer tipo de participação.
A maturidade Emocional é adquirida quando começamos a
prestar mais atenção ao que sentimos e a desenvolver mais nossas competências
emocionais. Aprender a nos conhecer e a reconhecer o que nos tira do sério, ou
o que desperta em nós medos, pânico e desespero, nos dá a possibilidade de ter
o controle da nossa vida em nossas mãos novamente.
Praticando a maturidade emocional
1.
Na sua vida,
você busca um sentido que te dê um senso de pertinência e humanidade, e não
somente de interesse próprio? Enriquecer sua vida e a vida de outras pessoas
tem um profundo significado de retorno e gratificação que só está disponível na
maturidade emocional.
2.
Você sabe
qual é sua missão de vida? Buscar sua missão de vida vai lhe ajudar a construir
sua maturidade emocional e fazer valer a pena lutar pelos objetivos que você
deseja alcançar.
3.
Aprenda a
entender seu funcionamento e pratique a auto-aceitação. Auto-aceitação não
significa que você está de acordo com o que você é. Mas só aceitando os
aspectos negativos é que você pode iniciar uma mudança. A auto-aceitação é o
primeiro passo.
4.
Peça a algum amigo
(a) dar um comentário gentil de seu comportamento e suas atitudes. Tente se ver
com eles lhe vêem. Evite ser defensivo nesta hora. Encare a realidade e veja
qual o proveito que você pode tirar disso.
5.
Em situações
de conflito, procure achar uma solução que seja boa para ambos. Se a solução de
um problema for boa só para um lado, não será uma boa solução para o relacionamento
e nem para sua vida.
6.
Faça uma
lista para avaliar seus contatos profissionais e pessoais. Pense sobre cada
pessoa desta lista e escreva ao lado quais as pessoas que inspiram o melhor de
você e o pior. Procure se relacionar mais com as pessoas que inspiram o melhor
em você e tente resolver o pior de você. Aceite isso como uma tarefa de sua
responsabilidade para fortalecer seu auto-respeito.
7.
Para
finalizar, competências emocionais se aprendem e se aperfeiçoam em
relacionamentos. Portanto, escolha um profissional que você confia para iniciar
esta deliciosa aventura que é viver. Afinal, da vida se levam somente os
relacionamentos.
A maturidade emocional é um processo contínuo que
reflete a capacidade de conhecer e administrar suas emoções e compreender o
estado emocional dos outros.
Ela requer do indivíduo ser adulto, ver as coisas
realmente como elas são, sem medos, fantasias, preconceitos, dependências ou
co- dependências, raivas, frustrações, ciúme etc.
Ser maduro não é fácil, exige a superação de hábitos e
crenças muitas vezes firmemente arraigadas, para olhar a vida por prismas
diferentes.
Para conquistar a Maturidade Emocional é necessário:
- Ser responsável por si mesmo e não culpar alguém
pelos erros cometidos.
- Não usar desculpas para os fracassos que venha a
obter
- Agir isento de emoções e preconceitos.
- Aceitar o inevitável.
- Automotivação e Bom humor.
- Autoconhecimento.
- Auto-estima.
- Ser cooperativo.
- Compartilhar.
- Lidar bem com as críticas.
- Ser independente.
- Empático e sensível às necessidades dos outros.
As competências emocionais são aprendidas e
aperfeiçoadas com os relacionamentos.
A
maturidade emocional nos proporciona felicidade, paz interior e sabedoria.
Exercê-la exige uma atitude consciente, apoiada no
sincero desejo de transformação. Hoje ser melhor que ontem e amanhã melhor que
hoje; ser sempre melhor a cada dia, portanto, a busca da maturidade emocional é
interminável, mas o que importa é que dia a dia se possa dar um passo rumo à
esse objetivo.
Comecemos agora e continuemos todos os dias, sem nos
determos nos obstáculos. Nenhuma grande ascensão se deu sem falhas e quedas e
essas devem ser vistas como experiências que nos ajudarão a evitar repetições
no futuro.
As mudanças de comportamento não ocorrem
repentinamente, dependem de um esforço em conhecer a si mesmo, em se
auto-enfrentar, em se aceitar. Observar diariamente o próprio comportamento, os
pensamentos e emoções que se teve, já é um começo. Muitas vezes necessitamos do
auxílio de um terapeuta, como psicólogo ou psicanalista.
Maturidade Espiritual
A maturidade espiritual está disponível em todos os
crentes (Efésios 4:13)
O crescimento espiritual e a maturidade espiritual é
um processo que leva tempo. (Êxodo 13:16-22)
(Deuteronômio 1:2-3).
Maturidade espiritual é o alvo do discipulado. A
grande ênfase de Jesus na grande comissão é “fazer discípulos”. Nosso
compromisso, portanto, vai além da evangelização. O Senhor quer mais do que
crentes ou novos membros em sua igreja, ele quer discípulos. O discipulado é
efetivado através da integração na igreja local, pelo batismo, e através do
ensino contínuo. O ensino que Jesus estabeleceu vai além da comunicação verbal
da verdade. O princípio estabelecido por Jesus é, “ensinando-os a guardar todas
as coisas que vos tenho ordenado.” O verdadeiro ensino desemboca na obediência.
Não se trata apenas de aprender um acervo teológico e doutrinário, mas esse
acervo deve ser convertido em vida transformada, ou seja, em maturidade
espiritual.
O discípulo é um seguidor e imitador de Cristo. Seu
alvo é aprender com Cristo e de Cristo. Sua vida deve refletir a vida de
Cristo. Ele deve andar assim como Cristo andou. Sem obediência a Deus, não há
cristianismo autêntico. Sem santidade, não há evidência de maturidade
espiritual. Sem maturidade espiritual, não podemos viver de modo digno de Deus.
O grande alvo do ministério de Paulo era conduzir os
crentes à maturidade espiritual (Colossenses
1:28). O conteúdo de suas orações em favor da igreja sempre foi por
maturidade espiritual. A Bíblia nos foi dada para que pudéssemos chegar à
maturidade espiritual (II Timóteo
3:15-17). Os dons espirituais nos foram concedidos para que
experimentássemos maturidade espiritual (Efésios
4:11-16). Sem maturidade a igreja fica vulnerável aos ventos de doutrinas (Efésios 4:14). Sem maturidade
espiritual a igreja corre o risco de fazer dos dons espirituais uma matéria de
conflito e desarmonia em vez de canal para edificação do corpo (I Coríntios 12:12-31).
A maturidade espiritual é medida pelo conhecimento e
pelo amor. É impossível chegarmos à maturidade sem o conhecimento das
Escrituras. O profeta Oséias denunciou que o povo de Deus perece por falta de
conhecimento (Oséias 4:6). Quando a
igreja despreza ou subestima o ensino sólido e fiel das Escrituras, ela sucumbe
diante das muitas novidades, errôneas à verdade, que aparecem no mercado
religioso. Precisamos ser zelosos da doutrina para podermos reconhecer o que é
falso ensino e assim rechaçá-lo. Mas, maturidade espiritual é medida também
pelo amor. O mundo vai nos conhecer como discípulos de Cristo através do amor (João 13:34,35). A igreja de Éfeso,
embora fiel à doutrina e vigilante às heresias, falhou por abandonar o seu
primeiro amor (Apocalipse 2:4). Sem
amor nossa prática cristã torna-se farisaica.
À luz das Escrituras, você é um crente maduro? Você
tem estudado a Bíblia diariamente? Tem adorado a Deus em espírito e em verdade?
Tem obedecido os princípios absolutos de Deus, contidos em sua Palavra, com
alegria? Tem procurado honrar, agradar e glorificar a Deus em suas atitudes,
palavras e ações dentro do lar, no seu trabalho e nos seus relacionamentos? Tem
partilhado com outras pessoas o Evangelho da Graça? Tem amado os seus irmãos e
até mesmo os seus inimigos? As pessoas que convivem com você podem atestar, que
de fato, você vive de modo digno do Evangelho? O seu prazer e o seu maior alvo
de vida é realizar a vontade de Deus?
Maturidade espiritual não é apenas para uma minoria
privilegiada, mas o propósito de Deus para todos os seus filhos. Ela é
imperativa para mim e para você!
A
maturidade do Apostolo Paulo (Filipenses
3.12-21)
O apóstolo Paulo fala sobre a supremacia de Cristo no
capítulo um, a primazia do outro no capítulo dois, e agora, nos dá um esboço da
sua própria biografia no capítulo três. Paulo descortinou o seu passado nos
versículos 1 a
11; lançou luz sobre o seu presente nos versículos 12 a 16 e apontou para o seu
futuro nos versículos 17 a
21.
No passado, Paulo abriu mão de seus valores nos
mostrando um homem cheio de maturidade. No presente, Paulo se viu como um
atleta que corre celeremente para a linha de chegada, a meta final da carreira
cristã e no futuro, Paulo se apresentou como “estrangeiro”, cuja cidadania está
no céu, de onde aguarda a segunda vinda de Cristo.
O Atleta (3.12-16)
O apóstolo usa neste parágrafo a figura do atletismo
para descrever a sua vida cristã. Ele é um homem que tem olhos abertos para ver
o mundo ao seu redor e daí tirar ricas lições espirituais nos provando ser um
homem de maturidade. Para um atleta participar dos jogos olímpicos em Atenas
precisava primeiro ser cidadão grego. Ele não competia para ganhar a cidadania.
Assim, também, nós não corremos a carreira cristã para ganhar o céu, mas porque
já somos cidadãos do céu (Filipenses
3.20).
A Insatisfação (3.12-13a)
O apóstolo veterano e prisioneiro de Cristo, afirma:
“… não julgo havê-lo alcançado” (3.13).
Em matéria de progresso rumo à perfeição, Paulo é um irmão entre irmãos, Por
ser líder cheio de maturidade, não deixa de ser um cristão que luta como os
demais para alcançar o que Deus preparou para seus filhos. Paulo participa de
uma corrida; ainda que não envergue a faixa de campeão e tampouco tenha
empunhado a taça, mas deve continuar correndo, até que esses prêmios lhe sejam
atribuídos.
Embora tenha sido um homem de Deus, um vaso de honra,
um servo fiel, um instrumento valoroso na pregação do Evangelho e no plantio de
igrejas Paulo nunca ficou satisfeito com suas vitórias espirituais. À semelhança
de Moisés, ele sempre queria mais (Êxodo
33.18). Uma “insatisfação santa” é o primeiro elemento essencial para
avançar na corrida cristã.
Muitos cristãos estão satisfeitos consigo mesmo ao se
compararem àqueles que já estão trôpegos e parados. Paulo não se compara com
outros, mas com Cristo. Ele ainda não chegou à perfeição, nos mostrando mais
uma vez um exemplo de um homem diferente e maduro (3.12), muito embora seja perfeito, ou seja, amadurecido na fé (3.15). Uma das características dessa
maturidade é a consciência da própria imperfeição! O cristão maduro faz uma
auto-avaliação honesta e se esforça para melhorar. A luta contra o pecado ainda
não terminou, pois essa perfeição não se alcança na presente vida (Romanos 7.14-24; Tiago 3.2; I João 1.8).
Essa mensagem nos ajuda a entender esta palavra grega
teleios “perfeito”. Ela era empregada não apenas para absoluta perfeição, mas
também para certo tipo de perfeição, como por exemplo:
1- Significa desenvolvido plenamente em contraposição ao
não desenvolvido; um homem maduro em contraposição a um jovem.
2- Usa-se para descrever o homem de mente madura em
oposição a um principiante em algum estudo.
3- Quando se trata de oferendas significa sem mácula e
adequado para o sacrifício a Deus.
4- Aplicado aos cristãos freqüentemente designa os
batizados como membros plenos da igreja em oposição aos que estão sendo
instruídos para serem recebidos na igreja. Onde o termo “maduro” foi tirado dos
jogos atléticos, cujo significado é “coroado como vencedor”.
Essa mensagem nos mostra que o termo “perfeição” era
muito usado pelos falsos mestres. Os judaizantes se vangloriavam de sua “perfeição”, quer fosse como judeus que
professavam guardar a lei em sua integridade, quer como cristãos judeus que se
“gloriavam” da circuncisão. Os cristãos gnostizantes, por sua vez,
reivindicavam serem iluminados, como homens do Espírito. Paulo, porém,
explicitamente negou aquilo que eles afirmavam ter obtido, isto é, a
“perfeição”.
A presunção espiritual é um engano e um sinal evidente
de imaturidade espiritual. A igreja de “Sardes”
julgava a si mesma uma igreja viva, mas na avaliação de Jesus estava morta (Apocalipse 3.1). A igreja de “Laodicéia” se considerava
rica e abastada, mas Jesus a considerou uma igreja pobre, cega, e nua (Apocalipse 3.17). Sansão pensou que
ainda tinha força quando, na realidade, já havia perdido (Juízes 16.20). O despertamento espiritual de uma igreja começa não
pela empáfia (orgulho) espiritual, mas pela humildade e o reconhecimento de que
ainda precisa buscar mais a Deus (Salmos
42.1,2).
Dedicação (3.13b)
“… uma cousa faço…”. O apóstolo Paulo tinha seus olhos fixados na meta e não se
desviava de seu objetivo. Ele era um homem maduro e dedicado exclusivamente à
causa do evangelho. Não se deixava distrair por outros interesses. Sua mente
estava voltada inteira e exclusivamente para fazer a vontade Deus.
A Bíblia diz que aquele que põe a mão no arado e olha
para trás não é apto para o reino de Deus (Lucas
9.62). Marta ficou distraída com muitas coisas, mas Jesus lhe disse que uma
coisa só é necessária (Lucas 10.42).
Há muitos crentes que dividem sua atenção com muitas coisas. São como a semente
lançada no espinheiro. Há muitos concorrentes que sufocam a semente e ela não
frutifica (Marcos 4.7,18,19).
O princípio ensinado por Paulo de “… uma coisa faço…”,
tornou-se realidade para ele. O resultado foi que centenas de milhares de
pessoas se renderam a Cristo.
Devemos nos concentrar na obra de Deus como Neemias, o
governador que restaurou a cidade de Jerusalém depois do cativeiro babilônico.
Quando seus opositores tentaram desviar sua atenção da obra de reconstrução,
ele mostrando maturidade respondeu: “… estou fazendo grande obra, de modo que
não poderei descer…” (Neemias 6.3).
O cristão não pode ser distraído pela preocupação
quanto ao passado (3.13) nem quanto
ao futuro (4.6,7). Se Paulo não
esquecesse o passado, sua vida seria um inferno (I Timóteo 1.12-17). Se Paulo não abandonasse os seus pretensos
méritos, não descansaria na graça de Deus (3.7).
O corredor que olha para trás perde a velocidade, a direção e a corrida. Aquele
que põe a mão no arado e olha para trás não é apto para o reino (Lucas 9.62).
Olhar para trás num saudosismo do passado é perigoso.
A mulher de Ló por ter olhado para trás quando a cidade de Sodoma estava sendo
destruída, desobedecendo, assim, a orientação divina, imaturamente foi
transformada numa estátua de sal (Gênesis
19.26). O povo de Israel, por influência dos dez espias incrédulos, quis
voltar para o Egito e pereceu no deserto. José do Egito, maltratado pelos seus
irmãos não guardou ressentimento; mostrando se um homem de maturidade, quando
lhe nasceu o filho primogênito, deu-lhe o nome de Manasses, que significa:
“perdão” (Gênesis 41.51).
Paulo conclui seu pensamento, dizendo: “Todos, pois,
que somos perfeitos, tenhamos este sentimento; e, se, porventura, pensais
doutro modo, também isto Deus vos esclarecerá. Todavia, andemos de acordo com o
que já alcançamos” (3.15,16). Nisso
vemos que Paulo não está dizendo que a concordância, ou discordância ao seu
ensino seria assunto indiferente, e que aqueles que discutiam seu ensino teriam
direito às suas opiniões próprias. Paulo está ainda usando a figura da corrida.
A palavra grega, stochein, “andemos”
(3.16) é um termo militar que
significa “permanecer em linha”.
Não basta correr com disposição e vencer a corrida; o
corredor também deve obedecer às regras. Nos jogos gregos, os juízes eram
extremamente rígidos com respeito aos regulamentos, e o atleta que cometesse
qualquer infração era desqualificado. Não perdia a cidadania (apesar de
desonrá-la), mas perdia o privilégio de participar e de ganhar um prêmio. Em (Filipenses 3.15,16) Paulo enfatiza a
importância de os cristãos lembrarem as “regras
espirituais” que se encontram na Palavra.
Mais tarde o apóstolo Paulo, ensinou esse mesmo
princípio a Timóteo: “Igualmente, o atleta não é coroado se não lutar segundo
as normas” (II Timóteo 2.5). Um dia,
todo cristão vai se encontrar diante do tribunal de Cristo (Romanos 14.10-12). O termo grego para “tribunal” é bema, a mesma palavra usada
para descrever o lugar onde os juízes olímpicos entregavam os prêmios. Se nos
disciplinarmos a obedecer às regras, receberemos o prêmio. Cada atleta é
julgado pelo júri. Um dia vamos comparecer diante do tribunal de Cristo para
sermos julgados.
Paulo conclui este capítulo de Filipenses atingindo o
grau mais alto da escada. Desde a conversão, com seu repúdio a todos os méritos
humanos (3.7), a justificação e a
santificação, como alvo da perfeição sempre em mira (3.8-19), atinge a grande consumação, quando alma e corpo, a pessoa
por inteiro, em união com todos os santos, glorificará a Deus em Cristo em um
novo céu e nova terra, pelos séculos dos séculos. E tudo isso pela soberana
graça e poder de Deus e para sua eterna glória.
Pr. Erinaldo Gomes e Pr. Antônio Carlos